
Você precisa ver o que o tornado fez com Rio Bonito do Iguaçu.
O vento passou e deixou uma cidade em ruínas.
Casas desapareceram, famílias inteiras perderam tudo, hospitais ficaram superlotados e o silêncio tomou o lugar das ruas.
Mas em meio à destruição, nasceu algo ainda mais forte: a solidariedade.
Acesse, leia, compartilhe e faça parte dessa corrente do bem.
Porque o vento levou muito… mas não levou a esperança.
Solidariedade por Rio Bonito do Iguaçu: uma tragédia que comove o Paraná
A Teorema Sistemas, sediada em Guarapuava (PR), une-se à comunidade e às instituições do Paraná neste momento de dor, solidariedade e reconstrução.
O que ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, na tarde de 7 de novembro de 2025, não foi apenas uma tempestade — foi uma catástrofe sem precedentes na história do estado.
O tornado que devastou uma cidade inteira
De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o tornado foi classificado como F3, com ventos que ultrapassaram os 250 km/h, destruindo 85% da área urbana.
Casas, escolas, comércios, igrejas e postos de saúde foram completamente destruídos.
O município ficou sem energia elétrica, sem água potável e com os serviços básicos suspensos.
O Corpo de Bombeiros confirmou seis mortes, sendo cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, além de mais de 400 feridos — muitos em estado grave.
A força dos ventos arrancou telhados, veículos e postes, deixando para trás um cenário de total desolação.
Hospitais em Guarapuava e região estão sobrecarregados
Os principais hospitais de Guarapuava, que é referência regional, estão operando no limite de capacidade.
O Hospital São Vicente de Paulo e o Hospital Santa Tereza emitiram comunicados pedindo que a população busque atendimento apenas em casos graves, pois as equipes estão dedicadas às vítimas do tornado vindas de várias cidades.
Ambulâncias de Cascavel, Pato Branco e Laranjeiras do Sul estão reforçando os atendimentos.
A Secretaria de Estado da Saúde mobilizou leitos em todo o Paraná para receber os feridos e enviou medicamentos, soro, colchões e kits de higiene à região.
A base de comando do Corpo de Bombeiros foi montada em Guarapuava, coordenando o envio de viaturas, aeronaves, equipes de busca e equipamentos pesados para desobstruir estradas e auxiliar nos resgates.
Quando a fé vira ação: mobilização solidária de Guarapuava leva esperança a Rio Bonito do Iguaçu
Na manhã de sábado, um sentimento inquieto tomou conta de Deni Krychak, colaboradora da Teorema Sistemas e integrante do movimento Homens e Mulheres de Fé, da Igreja Católica em Guarapuava.
A notícia sobre a tragédia em Rio Bonito do Iguaçu, que deixou centenas de famílias desabrigadas, não permitiu que ela permanecesse parada.
“Eu sabia que alguma coisa precisava ser feita”, conta.
Ao lado do marido, Marcelo Vosnei, que participa do movimento homens de fé, Deni iniciou uma mobilização que logo ultrapassou os limites de uma única paróquia. Em poucas horas, igrejas de diferentes crenças, empresas, grupos de voluntários e pessoas de diversas classes sociais se uniram em um mesmo propósito: fazer o bem.
O grupo organizou uma campanha de arrecadação de alimentos, cobertores e roupas, enquanto outras entidades concentravam esforços em produtos de limpeza e água potável. A ideia era simples, mas poderosa — levar conforto e dignidade a quem perdeu tudo.
O início foi tímido, mas, como Deni descreve, “Deus é muito bom. No final da tarde, a paróquia estava cheia.”
Três caminhonetes partiram rumo a Rio Bonito, levando as doações e o coração cheio de esperança. Ao chegarem, Deni e Marcelo encontraram um cenário desolador, mas também uma rede de solidariedade em movimento.
“Fizemos café quente, servimos marmitas, porque quem está a serviço também precisa comer, precisa desse amparo.”
Enquanto os Homens de Fé montavam uma cozinha improvisada em meio aos destroços, as Mulheres de Fé cuidavam de vestir e acolher as famílias.
“Chegava gente com roupa molhada, descalça, com frio. A gente procurava uma roupa, um sapato, uma coberta. Era vestir o santo para depois servir.”
O grupo encontrou apoio de outras frentes solidárias, de diferentes crenças , a Campo Real e outras instituições locais, que já prestavam os primeiros atendimentos.
Na Igreja Santo Antônio, mesmo com o salão destelhado, o padre abriu as portas para acolher a comunidade e transformar o espaço em um ponto de apoio e esperança.
Entre lágrimas e gestos silenciosos, Deni compartilha uma das cenas que mais a marcaram:
“Ontem uma moça pediu roupa para voltar a trabalhar. Ela disse que trabalhava na creche — mas a creche não existe mais. E mesmo assim, ela queria voltar. Numa situação dessas, a gente fica mudo, chora, mas levanta e vai de novo.”
O desastre em Rio Bonito do Iguaçu revelou algo maior do que a destruição: mostrou a força da empatia e da união entre pessoas que talvez nunca tivessem se encontrado, mas que se reconheceram no mesmo propósito.
“Eu tenho uma casa, uma cama, o que vestir, o que calçar, uma geladeira, luz e água… Tenho um trabalho. Enquanto meu irmão tem só a espera do outro.”
E é nessa simplicidade que a fé se manifesta.
Porque, quando o amor é colocado em prática, não importa a crença, o cargo ou o endereço — o que vale é o gesto de estender a mão.
Foi assim que Deni e Marcelo, representando não apenas um movimento religioso, mas também o espírito solidário que inspira
O desafio da reconstrução
A destruição foi tamanha que a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu deve levar meses — talvez anos.
Segundo especialistas, o processo de recuperação de uma cidade em que 85% da área urbana foi destruída ocorre em três fases:
- Curto prazo (dias a semanas): foco total no resgate, atendimento médico, limpeza e assistência básica aos desabrigados.
- Médio prazo (meses a um ano): reconstrução de casas, escolas e hospitais, retomada de serviços e realocação de famílias em áreas seguras.
- Longo prazo (anos): recuperação econômica, reconstrução total da infraestrutura e fortalecimento da resiliência local.
Exemplos como Xanxerê (SC, 2015) mostraram que a reconstrução completa pode levar de seis meses a vários anos, dependendo da intensidade do desastre e da união de esforços.
Mas esse primeiro passo depende de nós.
A reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu começa com a solidariedade — com quem doa, compartilha e se importa.
Somos nós que podemos dar o pontapé inicial e ajudar a cidade a se reerguer.
Um apelo à solidariedade
Neste momento, toda ajuda é essencial. Doações podem ser entregues em todas as bases do Corpo de Bombeiros do Paraná, na Universidade Campo Real e na sede da Teorema Sistemas (Rua Frei Caneca, 1713 – Guarapuava – PR).
Cada gesto é uma centelha de esperança para quem perdeu tudo.
Rio Bonito do Iguaçu precisa de nós
A tragédia que destruiu uma cidade inteira também revelou a força de um povo.
O vento pode ter levado casas, mas não levou a solidariedade, o amor e a coragem de recomeçar.
Agora é hora de unir esforços, reconstruir lares e devolver dignidade a centenas de famílias.
Doe, compartilhe, mobilize-se.
Porque juntos, somos mais fortes que qualquer tempestade.






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