Agosto Lilás: 20 anos da Lei Maria da Penha e uma sociedade que aprendeu a não se calar

Agosto Lilás: 20 anos da Lei Maria da Penha e uma sociedade que aprendeu a não se calar

Equipe Teorema
Agosto Lilás: 20 anos da Lei Maria da Penha e uma sociedade que aprendeu a não se calar

Duas décadas depois de um dos principais marcos de proteção às mulheres no Brasil, informação, prevenção, acolhimento e tecnologia ajudam a fortalecer uma rede que envolve toda a sociedade.Informação também é uma forma de cuidado

Na Teorema Sistemas, a tecnologia faz parte do nosso dia a dia. Mas, antes dos sistemas, projetos e soluções que desenvolvemos, existem pessoas.

Somos mulheres e homens que trabalham, têm famílias, constroem relações e fazem parte das comunidades onde vivem. Por isso, entendemos que nossos canais de comunicação também podem abrir espaço para assuntos que importam à sociedade.

Falar sobre o Agosto Lilás é um deles.

Ao trazer esse tema para o nosso blog, queremos contribuir com algo que está ao nosso alcance: a informação.

Informação ajuda a reconhecer uma situação de violência, perceber sinais que antes passavam despercebidos e encontrar caminhos para buscar ajuda. Acima de tudo, ajuda a compreender que a violência contra a mulher não é um problema particular. É uma questão que diz respeito a todos nós.

Em 2026, essa reflexão ganha um significado especial: a Lei Maria da Penha completa 20 anos.

São duas décadas de um dos principais marcos brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar e, também, de mudanças na maneira como a sociedade enxerga, reconhece e reage a essas situações.

20 anos da Lei Maria da Penha: uma sociedade que aprendeu a não se calar

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, mudou a forma como o Brasil passou a tratar a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Durante muito tempo, o que acontecia dentro de casa era visto como assunto particular, restrito ao casal ou à família. A Lei Maria da Penha ajudou a romper esse silêncio.

A partir dela, prevenção, proteção e responsabilização ganharam mecanismos específicos e passaram a envolver de maneira mais articulada áreas como segurança pública, Justiça, saúde e assistência social. Ao longo dos anos, novos instrumentos de proteção foram incorporados.

A sociedade também passou a compreender melhor que violência contra a mulher não é somente agressão física.

Ela pode estar na ameaça, na humilhação, no controle, na intimidação e nas violências psicológica, sexual, patrimonial ou moral.

Reconhecer esses sinais é também uma forma de prevenção.A mulher mudou seu espaço na sociedade — e a sociedade também precisou mudar

Nas últimas décadas, as mulheres ampliaram sua presença nos mais diferentes espaços. Estão à frente de empresas, famílias, pesquisas, negócios, instituições, propriedades rurais, projetos tecnológicos e posições de liderança.

Essa transformação representa autonomia, participação e conquista de espaços. E reforça uma questão fundamental: nenhuma condição profissional, econômica ou social torna aceitável qualquer forma de violência, controle ou intimidação.

Também mudou a maneira como olhamos para quem vive uma situação de violência.

Não cabe julgar uma mulher por permanecer em uma relação, sentir medo, depender economicamente de alguém ou demorar a procurar ajuda. O que ela precisa encontrar é acolhimento, orientação, proteção e condições para reconstruir sua autonomia.

É aí que as políticas públicas e as redes de proteção se tornam fundamentais.

No Paraná, uma rede para prevenir, acompanhar e acolher

O enfrentamento à violência exige a participação conjunta da segurança, Justiça, saúde e assistência social.

No Paraná, a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, acompanha situações de violência doméstica, realiza visitas preventivas e fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas. As equipes também promovem palestras e ações educativas.

Os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) oferecem acompanhamento psicológico e social, orientação para acesso a apoio jurídico e outros encaminhamentos importantes para a retomada da autonomia.

Em Curitiba, a Casa da Mulher Brasileira reúne, em um mesmo espaço, diferentes serviços da rede de proteção, entre eles acolhimento psicossocial, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público e Juizado especializado.

As iniciativas também buscam chegar a quem vive longe dos grandes centros. No Paraná, ações de orientação e prevenção vêm alcançando mulheres do campo e comunidades indígenas.

Tudo isso revela uma mudança importante:

não basta agir depois que a violência acontece. Informação e prevenção precisam chegar antes.Prevenir também significa informar

A prevenção começa muito antes de uma ocorrência policial.

Começa quando uma adolescente aprende a reconhecer um comportamento abusivo. Quando uma família percebe que controle não é demonstração de amor. Quando amigos e colegas identificam que algo não está bem. Quando uma mulher conhece seus direitos e sabe onde encontrar ajuda.

É por isso que o Agosto Lilás continua necessário mesmo duas décadas depois da criação da Lei Maria da Penha.

A campanha mantém o assunto presente, amplia o conhecimento sobre as diferentes formas de violência e aproxima a população dos mecanismos de proteção.

Quanto mais informação circula, maiores são as possibilidades de reconhecer os sinais e interromper ciclos de violência.Tecnologia também pode fazer parte dessa rede

Em 20 anos, a sociedade mudou. A tecnologia, talvez ainda mais.

Hoje, ela ajuda a registrar informações, integrar serviços, agilizar atendimentos, ampliar canais de comunicação e apoiar mecanismos de proteção.

No Paraná, a Casa da Mulher Brasileira de Curitiba, por exemplo, passou a utilizar reconhecimento facial para reforçar o controle de acesso e a segurança das mulheres acolhidas. Em âmbito nacional, recursos como monitoramento eletrônico e sistemas de alerta também passaram a integrar mecanismos de proteção.

Mas há uma contribuição da tecnologia que está ao alcance de praticamente todos nós: fazer a informação chegar mais longe.

Uma matéria publicada em um blog, um conteúdo compartilhado nas redes sociais ou uma mensagem enviada a alguém pode levar orientação a quem precisa — e até ajudar uma pessoa a perceber que aquilo que parecia normal não é.

A tecnologia aproxima. A informação orienta. E ambas podem ajudar a prevenir.Uma responsabilidade de todos nós

Aos 20 anos, a Lei Maria da Penha representa uma conquista histórica. Mas a própria existência do Agosto Lilás nos lembra que ainda há um caminho a percorrer.

O enfrentamento à violência contra a mulher não pertence somente a quem vive essa situação, à polícia, à Justiça ou aos serviços de assistência.

É uma responsabilidade de toda a sociedade.

Por isso, a Teorema Sistemas escolheu abrir este espaço.

Acreditamos que tecnologia também é comunicação, aproximação e conhecimento. Se uma matéria como esta ajudar alguém a reconhecer uma situação de violência, orientar uma pessoa ou simplesmente levar essa conversa para dentro de uma família, empresa ou grupo de amigos, ela já terá cumprido parte de seu propósito.

Mais do que marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, o Agosto Lilás nos convida a continuar construindo uma sociedade em que as mulheres sejam respeitadas, tenham seus direitos garantidos e saibam que, diante da violência, não estão sozinhas.

Teorema Sistemas — tecnologia também é feita de pessoas.Para orientação sobre direitos e serviços de atendimento, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia. Em situações de emergência, acione a Polícia Militar pelo 190.Agosto Lilás | 20 anos da Lei Maria da Penha

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